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Custosver no mapa
Custo variávelver no mapa
É tudo o que só existe se você vender: matéria-prima, ferragem, embalagem, frete, montagem. Não vendeu, não gastou. Na Fábrica Aurora (empresa inventada, de móveis planejados), o custo variável médio de um projeto é R$ 9.000.
Custo fixover no mapa
É o que você paga vendendo ou não: aluguel do galpão, salários, sistema, contador, energia. Na Aurora, R$ 60.000 por mês.
Pró-laborever no mapa
É o que você pagaria a alguém para fazer o seu trabalho. Pró-labore não é o que sobra no fim do mês: é custo. Sem ele na conta, a empresa parece dar lucro e esconde o prejuízo do seu próprio trabalho. Na Aurora, R$ 20.000 por mês.
Dividir pelo que se vendever no mapa
Cada produto carrega uma parte do fixo e do pró-labore. Divida pelo que você vende de verdade no mês, não pelo que a fábrica consegue produzir. A Aurora vende 20 projetos: R$ 80.000 ÷ 20 = R$ 4.000 por projeto. Se vender 15, cada projeto passa a carregar R$ 5.333, e o mesmo preço dá muito menos lucro.
Taxas sobre a vendaver no mapa
Impostover no mapa
Incide sobre o valor da nota, ou seja, sobre o preço final, não sobre o custo. No exemplo, 10% do preço.
Comissãover no mapa
É paga sobre o que o cliente pagou: outra porcentagem do preço.
Cartão e parcelamentover no mapa
A maquininha cobra sobre o valor da venda. No exemplo, comissão e cartão somam 5% do preço. Esse percentual já paga o parcelamento; por isso, quando o problema do cliente é caixa, parcelar não tira do seu lucro e desconto tira.
Somar antes de dividirver no mapa
Todas as porcentagens são do mesmo preço, então some primeiro e divida uma vez só. Dividir uma taxa de cada vez parece igual, mas deixa faltar dinheiro.
Custo de R$ 1.000, imposto de 10% e maquininha de 5%:
Uma de cada vez: 1.000 ÷ 0,90 ÷ 0,95 = R$ 1.169,59. Tirando 10% e 5% desse preço, sobram R$ 994,15. Faltam R$ 5,85.
Somando: 1.000 ÷ (1 − 0,10 − 0,05) = 1.000 ÷ 0,85 = R$ 1.176,47. Sobram exatamente R$ 1.000.
Na planilha, com a porcentagem em número inteiro: =custo/(100-(imposto+maquininha+comissão+lucro))*100.
Margem e lucrover no mapa
A fórmula do preçover no mapa
Preço = (custo variável + parte do fixo e do pró-labore) ÷ (1 − imposto − comissão − lucro)
Na Aurora: R$ 9.000 + R$ 4.000 = R$ 13.000 de custo por projeto. Imposto 10% + comissão e cartão 5% + lucro 15% = 30%; o divisor é 0,70. R$ 13.000 ÷ 0,70 ≈ R$ 18.600.
Conferindo: de R$ 18.600 saem R$ 1.860 de imposto, R$ 930 de comissão e cartão e R$ 13.000 de custo. Sobram R$ 2.810, os 15% de verdade.
Baixar a planilha da Aurora (Excel; abre também no Google Planilhas) e trocar pelos números da sua fábrica. A aba 6. Preço mínimo calcula, para até cinco produtos, o piso abaixo do qual a venda dá prejuízo e o limite do desconto.
O erro do custo + 15%ver no mapa
Somar 15% em cima do custo parece dar 15% de lucro. Com custo de R$ 13.000, o preço fica R$ 14.950. Mas imposto e comissão (15% do preço) levam R$ 2.242, e sobram R$ 12.708 para pagar um custo de R$ 13.000: prejuízo de R$ 292 por venda, com a planilha mostrando "15% de margem". A conta é de dividir, não de multiplicar.
Preço acima do mercadover no mapa
Se a conta der acima do que o mercado cobra, há duas saídas honestas: cortar custo ou vender mais com a mesma estrutura. Baixar o preço abaixo da conta não é estratégia, é quebrar devagar.
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